Não foi uma atuação de encher os olhos mas quando foi? Quando exatamente jogamos uma partida daquelas impecáveis, com futebol vistoso, arrebentando de fazer gols e humilhando os adversários? Contra o Deportivo Táchira talvez? Pode ser. Para isso ainda enfrentaremos o San Jose no Pacaembu.
A campanha na Libertadores 2013 é praticamente igual a do ano passado. Destoa a derrota para o Tijuana no México e só. O Corinthians poderá chegar aos 13 pontos, novamente só levou 2 gols e demonstra maturidade no entendimento do que é a competição. E isso satisfaz.
Mas é claro, e não sou cego, que o rendimento do time pode e precisa melhorar. O padrão de comportamento da equipe é o mesmo: consciência tática, solidez defensiva, sair na boa e decidir quando pode, mas na prática as coisas estão diferentes — nem sempre um rendimento “na média” será suficiente.
Tite está com a razão quando alega que este ano a equipe iniciou sua preparação tardiamente. Isso é fato não é suposição. Também tem razão ao dizer que agora chegou o momento de parar o rodízio de atletas pois o padrão precisa ser adquirido. É hora de entrosar o grupo de vez e isso será um processo rápido pois temos uma base de time muito bem estruturada.
E foi nesse aspecto que superamos o Millonarios. Em uma única jogada coletiva lúcida, com Jorge Henrique servindo Danilo: gol. Dois jogadores antigos no grupo e sempre decisivos. Dá pra reclamar?
Dá. Pois sabemos que podemos muito mais do que isso. E mais do que isso, temos a certeza que quando atingirmos o nível desejado, seremos disparados os favoritos ao título. As coisas mudam, afinal. De azarões passamos a experts.
Pois só expert em Libertadores para tomar aquele sufoco no primeiro tempo, não entrar em parafusos e além do mais gerar oportunidades de gol.
Coisas do futebol.

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