segunda-feira, 29 de abril de 2013

Nós somos Corinthians. E é difícil de engolir…

Que 2012 foi um ano espetacular, ninguém contesta. Mas todos foram. Nunca deixou de ser um privilégio torcer para o Corinthians, acompanhar nosso time do coração no dia-a-dia, nem em dias ruins. Nem mesmo na segunda divisão. Ontem encontrei o Hézyo. Camarada antigo, que conheci lá na época do falecido Orkut. Era para entregar uma mesa de som pra ele, o cara vazar e fim de papo. Mas quem disse que quando dois corinthianos se encontram, rola não trocar ideia? O Hézyo é gavião de longa data, daqueles cheio de história pra contar. Lembrando de um amigo comum, o Abreu, caímos no assunto viagens. Começou em La Bombonera, passou por Natal, Rio de Janeiro e chegou em Cochabamba (quando o Corinthians jogou contra o Jorge Wilstermann – faz tempo!). Inevitável. Depois que o camarada foi embora, vim pro computador e comecei a assistir coisas antigas do Coringão no Youtube. O texto da Bia (logo abaixo), que fala de Corinthians x Ponte, me transportou lá pra 1977. E começou a viagem. Quebra do jejum, Democracia, 1990, Neto, Ronaldo, 1995, Marcelinho, 1998, Edílson, Dinei, Vampeta, Rincón, 1999, Luizão, 2000, Mundial, 2001, Ricardinho, 2002, Deivid, 2003, Liédson, 2004, 2005, Carlitos, 2006, 2007, a queda, o acesso, 2009, Fenômeno, 2010, o Anhangabaú estourando de gente, 2011, e finalmente 2012. Dois mil e doze mais corinthiano impossível. A história do Corinthians é escrita de forma tão perfeita, que a geração mais nova que tinha tudo para não ser sofredora, tem o rebaixamento no currículo. Sim, foi uma droga e por mais que hoje em dia tenhamos a consciência que foi positivo, só um palavrão pra descrever aquela sensação. Mas na base do “Eu nunca vou te abandonar”, seguimos. E seguimos com o sentimento sofredor, maloqueiro, que diferencia o corinthiano dos demais. É isso que nos torna diferentes. E por isso soubemos fazer a festa em 2012. Porque a Libertadores esperou o momento certo para ser corinthiana. Tinha que ser como foi, invicto, atropelando, sem dar brecha pro azar. O Mundial? Ah… ganhamos, foi perfeito, mas o show foi nosso. O time foi coadjuvante. Desde do aeroporto. 2013 começou chato. O time com freio de mão puxado e a Libertadores demorou um século pra chegar. Quando chegou, o lamentável episódio na Bolívia, que pra mim seria irreversível. Naquele 20/21 de fevereiro, achei que nada que acontecesse depois, apagaria aquela mancha. Tudo tinha perdido sentido. Mas não. A vida seguiu, a memória do menino Kevin será sempre respeitada, e de cabeça erguida, nosso time continuou trilhando seu caminho, ouvindo grito de assassinos e mandando os outros calarem a boca. Nós não somos assassinos. Também não somos ladrões e nem nada que possa ser considerado ruim. Nós somos Corinthians. E é difícil de engolir… É hora de uma vez por todas de superarmos todas as dificuldades impostas. Partir pra cima da Ponte Preta, atropelar, e chegar à semifinal do Paulistão. Viajar pra Argentina, bater no Boca e jogar com mais tranquilidade em São Paulo. Passar por São Paulo, Velez, Atlético, Palmeiras, Olímpia, Fluminense, Santos, não importa. Quem vier, tem que conhecer a nossa força. Uma força que não se sabe onde começa e onde termina. A qualidade do nosso time se confunde com a energia que o empurra direto da arquibancada. E mesmo quando não se fizer presente, ainda que em pensamento, a torcida jamais abandonará os jogadores.



É a nossa hora. É a hora do Corinthians. Manter o domínio que conquistamos, seguir se sobressaindo aos demais, conquistando títulos e escrevendo a história do futebol da nossa forma. Com invasões, aeroporto estourando de gente, atravessando o mundo ou indo até o Morumbi. E danem-se os demais. Aqui é Corinthians! VAMOS JOGAR BOLA! Honrem a camisa, nossa ideologia e, acima de tudo, nossa torcida! Afinal nós somos Corinthians. E é difícil de engolir… SANGUE NO ZÓIO!!!

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