O Corinthians fez o que precisava e fez bem feito. Um chocolate cruel pra cima da Ponte Preta, com estádio cheio e tudo que teve direito. Não vou falar em vingança, afinal não se trata de um grande rival ou time grande. Fizemos o que deveríamos ter feito em 2012. Agora é encarar a semifinal no próximo domingo contra o São Paulo, no Morumbi.
A partida começou pegada e o bloco de marcação que a Ponte armou, preocupou por alguns minutos. O Corinthians não conseguia pegar na bola mas em contrapartida não era ameaçado. Com exceção de uma boa conclusão do William Batoré, que Danilo Fernandes defendeu bem, o que mais fez o time de Campinas? Nada.
Era preciso encontrar uma saída e ela geralmente chega em uma jogada individual ou em batida de fora da área. Para o Corinthians foi uma mescla. Guerrero que lutou demais no lance, voltou, tomou a bola e deu para Danilo. O toque de calcanhar do maestro desmontou a defesa e o chute do peruano foi suficiente pro goleiro largar. Romarinho não perdoou e fez 1 a 0 pro Timão. Já tínhamos 32 minutos de jogo.
Com o gol, o esquema da Ponte ruiu. Não dava mais para marcar em bloco, seria preciso correr mais riscos, e convenhamos, enfrentar o Corinthians inspirado não é da tarefa mais fáceis. O nervosismo veio, Fabio Santos soube aproveitar uma desatenção, tomou a bola e Sheik resolveu o resto. O 2 a 0 como vantagem no intervalo foi perfeito. Uma atuação primorosa, sem correr riscos, fria e objetiva: a cara dessa equipe.
Quem esperava que o Corinthians fosse se retrancar por completo no segundo tempo, se enganou. É verdade que não correu horrores mas nem precisou. Com 10 minutos, após o pênalti em Emerson, Guerreiro já tinha feito o 3×0 e a Ponte estava completamente perdida. Não havia mais com o que se preocupar. Bastaria administrar e pensar em quarta-feira.
Tite fez alterações certeiras: Edenílson no lugar de Alessandro (que tinha amarelo), Pato (no lugar de Romarinho) e Douglas (no lugar de Guerrero). A equipe continuou incisiva e Pato além de marcar um bonito gol no fim, perdeu outro na cara do goleiro e teve outra oportunidade em forte cabeçada.
Resultado incontestável. Querem reclamar do pênalti quando já tomavam 2 a 0 fora o baile? Reclamem. A gente também reclamou na fase de classificação quando perdemos de 1 a 0 com um pênalti claramente inexistente no último minuto de jogo. Aos “antis” e torcedores da Ponte Preta, se conformem: um foi expulso mas pelo que bateram, ficou barato.
Um chocolate, baile, chinelada, ou qualquer palavra que defina. Aos mais críticos, que continuam achando que o Corinthians não joga grande coisa, deixo minha humilde opinião: jogou uma partidaça. É esse o nosso jogo. Muita paciência e poder de decisão.
Que venha o Boca! Que venha o São Paulo!

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