segunda-feira, 25 de março de 2013

Morre magnata russo investigado por ligação com MSI e Corinthians

Boris Berezovsky, 67 anos, chegou a ter a prisão decretada pela Justiça Federal acusado de lavar dinheiro na parceria com o clube brasileiro 



O magnata russo Boris Berezovsky morreu em Londres, neste sábado, aos 67 anos. O empresário foi encontrado morto em sua casa no condado de Surrey, nos arredores da capital inglesa. A polícia local não comenta o caso e a causa da morte permanece desconhecida. No Brasil, Berezovsky chegou a ter sua prisão decretada em 2007 por suposto envolvimento com a empresa MSI, que teve sociedade com o Corinthians. O empresário era acusado de ter o controle financeiro da MSI, que tinha sede em Londres e era representada no Brasil pelo iraniano Kia Joorabchian. A conexão entre Berezovsky e MSI foi investigada pela Interpol e, em julho de 2007, o Ministério Público pediu a prisão do empresário pela acusação de lavagem de dinheiro. A MSI e o Corinthians estabeleceram parceria em 2004. Com investimentos milionários, o clube paulista contratou, entre outros, jogadores como os argentinos Tevez e Mascherano, além de Nilmar, Carlos Alberto e Roger. A equipe acabou por conquistar o Brasileiro de 2005, mas não sem polêmica, já que houve um escândalo de manipulação de resultados. Segundo investigação da Polícia Federal e de promotores da Justiça de São Paulo, os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e José Danelon manipularam resultados para beneficiar apostadores de loterias clandestinas na internet. Onze jogos foram remarcados, e o Timão recuperou quatro pontos - ganhou do Santos (na partida anulada, havia perdido) e empatou com o São Paulo (contra quem também havia sido derrotado, no jogo original). Pedido de prisão no Brasil Em julho de 2007, a Justiça Federal determinou a prisão de Boris Berezovsky e dos iranianos Kia Joorabchian e Nojan Bedroud, seus representantes no Brasil, com a suspeita de lavagem de dinheiro na parceria da empresa MSI com o Corinthians. A denúncia do Ministério Público que baseou o pedido de prisão indicava que Berezovsky utilizou o Corinthians para lavar dinheiro obtido de forma ilícita no exterior. Além de Kia e Nojan, foram denunciados na época por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, o ex-vice-presidente, Nesi Curi, o ex-diretor de futebol Paulo Angioni, o empresário Renato Duprat e o advogado Alexandre Verri, da empresa Veirano Advogados. Entretanto, em 2009 o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma liminar que suspendeu a decisão judicial que condenava Berezowsky e Kia a pagar R$ 37,2 mil cada por litigância de má-fé (quando uma das partes de um processo recorre apenas para retardar a tramitação de uma ação). O STF entendeu na época que os dois não tiveram assegurado o direito de ampla defesa, porque o juiz teria negado aos advogados dos réus a formulação de perguntas durante o interrogatório judicial –direito previsto em lei. Os advogados entraram então com a ação de suspeição contra o juiz.

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