Uma vitória mínima, com futebol medíocre e baixas terríveis por contusão. Essa frase resume meu sentimento sobre o jogo deste domingo em Campinas.
Me lembrou um pouco a derrota para o São Paulo na última rodada do Brasileirão do ano passado: time inteiro com medo de se machucar depois de ver um (e dessa vez dois) companheiros contundidos, pouca vontade em campo, se defendendo do jeito que dava e se arrastando até o apito final do jogo.
Ao contrário daquela oportunidade, saímos com a vitória. A fragilidade do Bugre campineiro ficou óbvia. Uma equipe pressionada para cair pela enésima vez nos últimos anos, com um gramado digno para vacas pastarem e de quebra uma chuva nada mansa no final.
Não há como não lamentar as contusões de Cássio e Renato Augusto. Em um grupo tão forte como o do Corinthians, Renato Augusto chegou, vestiu a camisa e na minha visão era até agora o melhor jogador da equipe na temporada. Absoluto no meio-campo, já com seu nome ventilado para uma possível convocação e aí acontece essa lesão muscular. Força para o cara, que a recuperação seja rápida e eficaz e que em breve possa estar em campo.
Cássio não está em um ano de muita sorte. Começou a temporada se recuperando de uma lesão no ombro, parou esses dias para dar uma reforçada no tratamento e agora sente o quadril. E lesão no quadril é tenso, amigo. Guga Kuerten que o diga. Tomara que nosso goleiro também se recupere 100% e rapidamente.
O jogo em si começou bom para a gente. Logo com 6 minutos, Guerrero fez um bonito gol depois de um passe de Sheik. Emerson aliás, voltou de vez. Certamente deverá ficar com a vaga de Renato Augusto nos próximos jogos. Com o retorno de Pato, se desenha um esquema com os 3 e o camisa 11 um pouco mais recuado. Vamos ver no que vai dar.
Depois disso um jogo lento, sem muitas oportunidades e em muitos momentos, chato. No segundo tempo o Corinthians se segurou e não foi muito ameaçado. Conquistou três pontos importantes e na quarta pega a Penapolense no Pacaembu.
Jogo vital. Se fizermos mais 3 pontos, podemos nos dar ao luxo de mandar o time reserva no clássico contra o São Paulo.
Saudações,
Alexandre Di Santo
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