quinta-feira, 14 de março de 2013

Corinthians 3×0 Tijuana: não vamos libertar a América…




Uma vitória maiúscula e incontestável do Corinthians no Pacaembu. 3×0 ao melhor estilo letal e de cadência de jogo que marcou essa equipe em 2012. Ganhou como quis, administrou quando precisou e matou a partida quando exigido. Esse o Timão, atual campeão da competição, que depois dessa noite começa a colocar a pulga atrás da orelha de alguns. Atuações impecáveis de Gil, Alessandro, Ralf, Renato Augusto, Paulinho e Guerrero. Quando mais de meio time faz a diferença, é bastante improvável que não aconteça o que aconteceu: uma sonora surra. Sem campo de ‘soçaite’ não deu pros mexicanos. Desde o início Renato Augusto deu o tom: as triangulações com Paulinho e Alessandro seriam a arma corinthiana no jogo e não deu outra. Com duas jogadas pela direita tramadas pelo nosso camisa 25, primeiro Pato e depois Guerrero, converteram as chances e abriram 2×0 no primeiro tempo e deram toda a tranquilidade necessária para a equipe. Pato, que sentiu um incômodo muscular, foi substituído por Romarinho mas antes de sair mostrou que não temos muito com o que se preocupar: fez o gol.




Primeiro tempo Os primeiros 45 minutos dificilmente serão esquecidos tão cedo e servirão de exemplo para o nosso próprio time: impecável. Ainda que o lado esquerdo tenha sido inoperante ofensivamente, o meio-campo e as descidas pelo lado direito funcionaram muito bem. Aliás o que joga esse Renato Augusto é brincadeira. Se no ano passado Tite ficou desesperado pela contratação de um homem de referência pra vaga de Liedson, Renato faz com que entendamos o que Alex deveria ter feito em 2012. É um dos melhores jogadores do clube na temporada e o que me incomodava nele, que era a falta de gás no segundo tempo, ao menos nessa partida se mostrou como obstáculo vencido. O Tijuana só se arriscava em contra-ataques com o pica-pau genérico tentando atacar justamente por onde descíamos. Gil foi impecável e não perdeu uma jogada sequer. Ralf mais uma vez em atuação monstruosa e a vantagem mais do que merecida no placar.

 Segundo tempo Na etapa complementar o Corinthians entrou no status “administrar a partida e irritar a todos”. Não há jogo que a gente vença que por pelo menos uns 15, 20 minutos, o time não nos deixe “pê da vida”. Normal. Se faz isso com a gente, imagina com os adversários. O Tijuana tentou, tentou, tentou, tentou e desistiu. Não tinha mais o que fazer. Não havia qualidade para superar nossa defesa e quando começou a tomar olé percebeu que o buraco era mais embaixo. Faltava apenas a cereja do bolo. Cereja que poderia ter vindo em uma jogadaça de Romarinho. Cereja que poderia ter sido até maior se o trio de arbitragem horroroso não tivesse anulado um gol legal de Guerrero, mas que veio um pouco antes em cabeçada de Paulinho. Uma vitória com autoridade. Não dá para contestar nada. Vão se divertindo porque no fim das contas, seremos bi campeões. Próximo desafio na Libertadores só no mês que vem: Millonarios, dia 03 de abril, 22h, em Bogotá. Pelo estadual, voltamos a campo no sábado, 18h30, contra a União Barbarense no Pacaembu.

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