Como dizemos no popular o Corinthians vem levando o Paulistão “nas coxas”. Jogamos boa parte das partidas com uma preguiça irritante, empatamos uma porrada de vezes por conta disso, mas no final das contas o time está classificado com duas rodadas de antecedência. Dá pra condenar? Ok, dá para conseguir uma posição melhor. Mas com 15 jogos de invencibilidade não dá para duvidar que terminaremos em quarto ou terceiro.
Se entrarmos no velho discurso que “jogar no Corinthians já é a maior das motivações”, direi que concordo. Mas jogar na Libertadores é muito melhor – e mais importante – do que no estadual. Em um grupo forte em que a briga por uma vaga é acirrada, ninguém está afim de se contundir. Vejam só o que aconteceu com o Renato Augusto.
No globoesporte.com
Crônica do jogo – por Diego Ribeiro
Atuações – por Adilson Barros
Mas voltando a vaca fria, o jogo de hoje fugiu do padrão. Mesmo com reservas, o entrosamento foi melhor, não houve preguiça e a equipe buscou o resultado do começo ao fim. O São Bernardo também quis jogar e isso facilitou o andamento da partida. Como resultado tivemos 90 minutos sem sonolência, boas oportunidades e gols que nos garantiram a vaga.
O comecinho foi complicado. Fernando Baiano e Ricardinho ofereceram perigo para Chicão e Gil. Perigo que voltou a rondar a nossa área no restante da partida só que a partir dos 10 minutos do primeiro tempo o Corinthians também começou a jogar. Com Guilherme Andrade e Edenílson em suas posições de origem, o rendimento foi muito melhor. Ficamos com um lado direito forte e além disso Romarinho jogava uma grande partida.
Guerrero também estava afim, assim como Jorge Henrique. Se o motorzinho não fazia uma partida brilhante, foi, como sempre, eficiente. Um chute com direito a desvio de Luciano Castan (irmão do Leandro) e gol do Coringão.
Ainda perderíamos pela enésima vez um pênalti no gol do tobogã. Dessa vez foi Guerrero que bateu para a defesa do goleiro. Que zica, hein? Acho que está na hora de treinar mais cobranças. Mata mata vem aí e não dá para dar sopa pro azar.
No segundo tempo os espaços continuaram aparecendo de lado a lado. Júlio César fez uma ótima defesa em uma conclusão de Fernando Baiano. Se não fosse o leve desvio do goleiro corinthiano, certamente a partida estaria empatada. Perdemos Fábio Santos e Guilherme Andrade por lesão. Giovanni saiu por opção de Tite e então tivemos Felipe, Danilo e Willian Arão.
Jorge cresceu de rendimento, Romarinho manteve a inspiração, Danilo ajudou e Guerrero conseguiu marcar o gol no final (aliás, tirou do pé do Romarinho). Um 2×0 convincente, suficiente e que talvez só não agrade os mais exigentes (a rima não foi intencional).
Agora é hora de sapecar o San Jose e alcançar o melhor posto possível na tabela geral da Libertadores.

Nenhum comentário:
Postar um comentário