Não dá para negar que o gramado sintético prejudicou e que talvez o juizão tenha se equivocado. Assim como não dá para negar que não foi por isso que o Corinthians saiu do duelo derrotado. Perdeu porque foi comum. Não mostrou o diferencial da equipe nos últimos tempos que sustentava uma invencibilidade longa e credenciaram essa equipe ao favoritismo de qualquer competição que dispute. Faltou o algo mais. ndependente das peças que estavam em campo, o time não teve versatilidade. Os dois meias, e um deles é naturalmente lento, não fecharam os espaços principalmente na etapa complementar. Os laterais se iam, não voltavam e sem cobertura deixavam uma avenida. Sem aproximação, restava a Pato e Guerrero tentarem uma jogada individual para resolver. O elemento surpresa, Paulinho, quando teve oportunidade estava em posição irregular. Quando as coisas acontecem dessa forma, e com o Corinthians não acontecia há 16 jogos pelo menos, o treinador geralmente opta por fechar o time e arrancar um empate. No caso do Corinthians de Tite, a confiança é grande, a certeza que o resultado virá é ainda maior e o time mesmo estando mal tentou vencer. Por esse “pecado”, perdeu. eralmente quando se perde – e no Corinthians isso é ainda maior – começa a tradicional caça aos culpados. Trocar o time, pedir a cabeça de um, fulano que não está jogando bem, siclano que não quis treinar no gramado sintético e por aí vai. Não acho que a derrota esteja em nenhum desses fatores. Na minha visão esse excesso de confiança – e não confundam com salto alto – prejudicou a equipe. Há tempos percebe-se o time jogando e achando que vai ganhar a qualquer momento. Só que até agora o castigo não tinha vindo. Veio. E na Libertadores. A confiança é um ótimo elemento para qualquer time campeão e o Corinthians precisa mantê-la. Só precisa de um pouco mais de incisividade. O jogo calmo, frio, calculista, é a marca dessa equipe mas em muitos momentos a raça prevaleceu. Por raça entenda-se ocupar os espaços, chegar mais duro nas jogadas e não desistir nunca. O Corinthians não ocupou espaços. E o castigo veio. Na Libertadores. Se Tite manterá o 4-4-2 com Renato Augusto eu não sei. Eu manteria. Não acho que seja o caso de mudar o que está se construindo por conta de uma derrota. O Corinthians ainda é segundo lugar na chave, tem uma equipe forte e dois jogos em casa. Além disso a partida fora é contra o Millonarios que já mostrou no Pacaembu não ser grande coisa. O que é preciso é a equipe se enquadrar novamente na filosofia do ano passado. E acima de tudo decidir quando tem as chances e não quando achar que deve.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Tijuana 1×0 Corinthians: perdeu porque foi comum
Não dá para negar que o gramado sintético prejudicou e que talvez o juizão tenha se equivocado. Assim como não dá para negar que não foi por isso que o Corinthians saiu do duelo derrotado. Perdeu porque foi comum. Não mostrou o diferencial da equipe nos últimos tempos que sustentava uma invencibilidade longa e credenciaram essa equipe ao favoritismo de qualquer competição que dispute. Faltou o algo mais. ndependente das peças que estavam em campo, o time não teve versatilidade. Os dois meias, e um deles é naturalmente lento, não fecharam os espaços principalmente na etapa complementar. Os laterais se iam, não voltavam e sem cobertura deixavam uma avenida. Sem aproximação, restava a Pato e Guerrero tentarem uma jogada individual para resolver. O elemento surpresa, Paulinho, quando teve oportunidade estava em posição irregular. Quando as coisas acontecem dessa forma, e com o Corinthians não acontecia há 16 jogos pelo menos, o treinador geralmente opta por fechar o time e arrancar um empate. No caso do Corinthians de Tite, a confiança é grande, a certeza que o resultado virá é ainda maior e o time mesmo estando mal tentou vencer. Por esse “pecado”, perdeu. eralmente quando se perde – e no Corinthians isso é ainda maior – começa a tradicional caça aos culpados. Trocar o time, pedir a cabeça de um, fulano que não está jogando bem, siclano que não quis treinar no gramado sintético e por aí vai. Não acho que a derrota esteja em nenhum desses fatores. Na minha visão esse excesso de confiança – e não confundam com salto alto – prejudicou a equipe. Há tempos percebe-se o time jogando e achando que vai ganhar a qualquer momento. Só que até agora o castigo não tinha vindo. Veio. E na Libertadores. A confiança é um ótimo elemento para qualquer time campeão e o Corinthians precisa mantê-la. Só precisa de um pouco mais de incisividade. O jogo calmo, frio, calculista, é a marca dessa equipe mas em muitos momentos a raça prevaleceu. Por raça entenda-se ocupar os espaços, chegar mais duro nas jogadas e não desistir nunca. O Corinthians não ocupou espaços. E o castigo veio. Na Libertadores. Se Tite manterá o 4-4-2 com Renato Augusto eu não sei. Eu manteria. Não acho que seja o caso de mudar o que está se construindo por conta de uma derrota. O Corinthians ainda é segundo lugar na chave, tem uma equipe forte e dois jogos em casa. Além disso a partida fora é contra o Millonarios que já mostrou no Pacaembu não ser grande coisa. O que é preciso é a equipe se enquadrar novamente na filosofia do ano passado. E acima de tudo decidir quando tem as chances e não quando achar que deve.
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