O Corinthians fez o que deveria contra um adversário extremamente fraco: venceu com autoridade e não foi ameaçado em nenhum momento da partida. Ainda que a elasticidade no placar tenha sido tardia, o time fez por merecer o resultado durante os 90 minutos: tocou a bola, girou o jogo, não se afobou e soube aproveitar os espaços quando eles apareceram. O resultado não poderia ser outro.
O União Barbarense é horroroso e mesmo depois de levar o primeiro gol não conseguiu passar do meio-campo. Júlio César foi torcedor em campo e viu o jogo de forma privilegiada. Não teria o que falar sobre Chicão e Gil se ambos não tivessem protagonizado o lance do pênalti. Os laterais atacaram tanto que provavelmente vão dormir com dor nos músculos. Foi uma baba completa.
A única dificuldade encontrada na partida foi a falta de entrosamento. Ainda que os reservas treinem juntos com certa frequência, jogo é diferente (acho que é óbvio, não?). A equipe ficou muito dependente de um bom passe final e Douglas não acertou as assistências necessárias no primeiro tempo. Com isso, chegávamos apenas pelo lado esquerdo com Fábio Santos e Sheik inspiradíssimos e com Guilherme tentando aparecer em um chute de média distância. Para o primeiro tempo não foi suficiente.
No intervalo aconteceu o previsível: o técnico adversário trancou o lado esquerdo do nosso ataque e com isso Tite mandou a força toda pro lado direito. Não demorou muito para sair uma boa triangulação que gerasse a oportunidade que precisávamos para abrir o placar. Em passe de Edenilson, Jorge Henrique passou de calcanhar para Sheik que sem muito trabalho levantou a cabeça e deu o gol para Douglas. Se o camisa 10 não estava inspirado nos passes, se posicionou extremamente bem para abrir o placar. Não deixa de ser mérito até porque teoricamente quem deveria aparecer para concluir era Romarinho, que hoje esteve apagado.
A vantagem que teoricamente facilitaria o jogo para o Timão ironicamente não nos favoreceu muito. Com a ruindade extrema do adversário, a bola continuou nos pés de nossos jogadores e o bloqueio defensivo seguia. O 3-6-1 era quase um 10-0-0. Era preciso muita paciência.
Paciência que faltou ao Barbarense e aos seus zagueiros. Um pênalti pra lá de besta cometido em cima de Gil que Chicão, o batedor oficial, desperdiçou. “Ah, mas porque não bateu o Sheik?” – simples: ele não é o batedor. Se Chicão errou, veja só quantos ele já acertou.
Logo depois Jorge Henrique aproveitou a sobra de uma belíssima jogada de Sheik que me arrisco dizer fez seu melhor jogo na temporada. Na hora de concluir, teve tranquilidade e sorte: a bola desviou e matou o goleiro. O resultado que já estava garantido com 1×0, estava ratificado com o segundo gol.
Como jogos assim servem para adquirir confiança, nada mais justo que Renato Augusto ter a oportunidade de marcar seu primeiro gol no Corinthians. Um cara diferenciado, que joga muita bola, talvez o melhor jogador do time na temporada e que dessa vez não precisou mandar uma pancada e acertar três vezes a trave. Numa conclusão dessas de dar inveja, mandou uma cavadinha de dar pena ao goleirão e decretou o 3×0 final.
Vitória com autoridade e previsível. Próximo desafio, o XV de Piracicaba, quarta-feira, 22h, no Barão de Serra Negra.
Comentario feito por : Alexandre Di Santo

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